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INTERATIVIDADE E A INTERNET

Nunca ninguém imaginou que a internet teria o poder de transformação que teve. O computador pessoal está personalizado e cada um quer o seu. Ele serve como um diário de bordo do humano moderno: é lá que se trabalha, que se cria, que se corresponde, que se ama ou odeia. O computador pessoal tem a cara do seu usuário.

Se antes os pais preocupavam-se com a televisão, a internet bate o poder de consumo e persuasão da TV sob qualquer outro aspecto, porque esse universo virtual é fruto da interatividade. A internet é um mediador, um canal de comunicação para o mundo. Levando em conta a natural necessidade humana de comunicar-se, o mundo virtual é perfeito ao aliar, dentre outras maneiras, a imagem e a interatividade.

Se os adultos nasceram sob o domínio da mídia televisiva, as crianças nascem com um mouse nas mãos, sob o domínio de uma rede midiática. A internet faz parte da rotina das pessoas, da mesma forma que a televisão fazia, só que com recursos interativos complementares à imagem, ou seja, não existe mais a passividade nem no lazer.

Pensando nisso, a escola deveria modificar-se em sua proposta e otimizar recursos e métodos mais eficientes para o uso do computador em suas aulas, não apenas como recurso de pesquisa, mas para que se possa dar uma orientação mais direta sobre como é possível ter uma visão crítica e construtiva com relação a um mundo virtual recentemente explorado, que se apresenta como o início de um processo sem volta. Pode-se dizer que a humanidade passou por três fases fundamentais para o desenvolvimento e difusão do conhecimento: quando aprendeu a escrever, quando inventou a prensa e quando criou a internet.

Uma preocupação atual é a necessidade da escola de corresponder-se com o mundo em que está inserida. Alguns educadores do século XIX, meados do XX, já pregavam isso de alguma forma, como Freinet que buscava alimentar a curiosidade de aprender dos alunos, através do trabalho útil a sua comunidade.

Entretanto, apesar das exceções, como a do educador francês, estudar sempre foi privilégio de quem tinha dinheiro. Contudo, saber ler e escrever, com o tempo, foi se tornando uma necessidade premente a toda população, mas o estilo autoritário criado pelas elites permanece até hoje nas instituições escolares.

Se durante muito tempo a humanidade passou sem precisar de que todos tivessem acesso à alfabetização, com o desenvolvimento de ferramentas e recursos tecnológicos mais sofisticados, saber ler e escrever tornou-se muito pouco diante do crescimento tecnológico que se desenvolve à revelia do tempo e em prol das necessidades humanas.

Com os notes e os tablets, o professor tem efetivamente um recurso interessante para trabalhar, o que os docentes precisam é de tempo para encontrar um formato de aula, realmente interativo, e que possa integrar de maneira positiva as aulas, ajudando o aluno a estabelecer relações mais claras com o que está sendo estudado.

Para acreditar na capacidade da escola em acompanhar o ritmo dessas mudanças, a implementação do uso de notes e tablets na rotina escolar ajudará, não só na transmissão de determinado conteúdo, como ajudará a escola a orientar os jovens quanto ao uso desse instrumento, bem como alertá-los dos problemas que se pode acarretar com o uso indiscriminado desse mediador que aprofunda ou engana. É uma questão de segurança manter os jovens atentos com o que se passa nesse universo virtual que, de tão democrático, é possível encontrar qualquer tipo de usuário.

TEXTO: CARLA CHINAGLIA PARA O SITE

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